Os ramos joanino e carolino
Luis Antonio da Silva Rodarte é o
tronco comum a todos os Rodartes com origem em Minas. Nasceu no norte de
Portugal em 1748, no lugar de Terroso (lugarejo da freguesia de Palmeira de
Faro, à época pertencente ao município de Esposende). Veio sozinho para o
Brasil por volta de 1766, desembarcando no Rio de Janeiro, onde se empregou
como contador de uma casa comercial. Seguiu, depois, para as Minas Gerais e se
estabeleceu em São João del-Rei por volta de 1771. Casou-se duas vezes, a
primeira em 1774, casamento de que não houve filhos, e a segunda em 1784,
casamento de que nasceram oito filhos, cinco dos quais chegaram à idade adulta,
sobrevivendo ao pai. Luis Antonio faleceu em São João del-Rei em 1818.
Dos filhos de Luis Antonio, todos
nascidos em São João del-Rei, dois ordenaram-se padres: Joaquim Maximo da Silva
Rodarte, nascido em 1787 e falecido em 1858, e Luis Carlos da Silva Rodarte,
nascido em 1788 e falecido em 1832. Joaquim Maximo faleceu enquanto exercia a
função de pároco de Campo Belo; Luis Carlos, a de capelão de Candeias (então
filial de Campo Belo).
A filha de Luis Antonio, Maria
Ignacia Clotildes do Patrocinio, nascida aos 9 de novembro de 1791, parece ter
acompanhado os irmãos quando de sua mudança de São João del-Rei para Campo
Belo. Ainda era viva em 1835, aparentemente solteira. Deve ter morrido pouco
depois (não localizei registro de óbito, mas ela desaparece dos registros).
Os dois filhos mais jovens de
Luis Antonio são os que tiveram descendência: João da Matta da Silva Rodarte e
Carlos Jozé da Silva Rodarte. Ambos só vieram a se casar na maturidade (depois
dos 30 anos), com filhos nascidos quando ainda eram solteiros.
João da Matta da Silva Rodarte, que serviu no
Regimento de Cavalaria, mudou-se para Campo Belo em 1834, quando foi nomeado
instrutor de tática militar do batalhão da Guarda Nacional sediada no arraial.
Pouco depois, ele pediu e obteve baixa do exército, estabelecendo-se como
negociante. Ali viria a constituir família com Maria Ritta das Dores de
Figueiredo, nascida em Cláudio na virada de 1820 para 1821. Maria Ritta era
filha do açoriano Jozé Antonio de Figueiredo, tipo empreendedor e inquieto, que
teve escola particular em Campo Belo, mas que, em 1836, mudou-se para Tamanduá
e, na década seguinte, seguiu para Araxá – onde deve ter falecido pouco depois,
porque ali somem seus rastros. Não consegui localizar o assento de casamento de
João da Matta com Maria Ritta: os registros de Campo Belo e de Tamanduá, nesse
período, estão bastante desorganizados. Todavia, ali o casal teve dez filhos de
que localizei registro – o primogênito nascido em 1838, a caçula em 1863.
Desses dez filhos, oito seguiriam para Formiga após o falecimento de João da
Matta e de Maria Ritta. Encarregou-se da criação e educação de seus irmãos mais
novos, alguns na menoridade, o filho mais velho de João da Matta e Maria Ritta:
João Ivo da Silva Rodarte. Este, nascido em 1838, fora ordenado padre em 1864,
pouco após a morte do pai, e havia sido nomeado pároco de Formiga em 1869,
pouco antes da morte da mãe. Coube-lhe a direção da família e da paróquia de
Formiga, à frente da qual esteve por quase meio século, vindo a ali falecer em
1918.
Durante sua vida militar, João da
Matta, ainda solteiro, teve um filho, que foi exposto a Adão Gonçalves de
Carvalho (homem negro). De pai branco e mãe desconhecida, a criança era parda:
um menino a quem deram o nome de Candido Hermenegildo da Silva Rodarte. Esse
Candido nasceu por volta de 1821 (não localizei o registro de nascimento), em São
João del-Rei, tendo sido batizado na capela filial de São Miguel do Cajuru.
Ignoro como se passou a juventude de Candido, bem como quem o criou: sei que,
em princípios de 1858, quando estava com 36 anos de idade, ele se casou em
Vassouras, no Rio de Janeiro, com Theodolinda Maria dos Santos, então com 15
anos de idade. Candido voltaria a Minas, levando esposa e filhos. Primeiramente,
estabeleceram-se em São João del-Rei, onde Candido se empregou como escrivão.
Pouco tempo depois, quando da criação do município de Boa Esperança (de cuja
primeira Câmara Municipal fizera parte, como vereador, seu meio-irmão padre, João
Ivo da Silva Rodarte), Candido conseguiria o emprego de tabelião ali criado.
Candido faleceria em Boa Esperança em 1906.
Quando Marcos e Alessandra, anos
antes de minha pesquisa, obtiveram junto a meu tio-bisavô Chichico (neto desse
João da Matta) a relação nominal dos filhos de João da Matta e Maria Ritta,
figurava, além desses onze, uma cuja existência em nenhum outro lugar localizei
menção. Dos filhos de João da Matta e Maria Ritta, só não seguiram para Formiga
duas filhas: Amelia Augusta da Silva Rodarte, que vivia com o marido em Guapé,
e Estephania Augusta da Silva Rodarte, que se casou em Campo Belo e por lá
ficou com o marido (são avós da sogra do primo Ricardo Leão Rodarte). Dos que
seguiram: o dito João Ivo, Marianna Barbara da Silva Rodarte (mãe do professor
João Baptista de Castro Rodarte, que dá nome a um grupo escolar em Pains),
Antonio Candido da Silva Rodarte (negociante, vereador em Formiga, cuja descendência
mudou-se, em peso, para o sul de Minas, estabelecendo-se nas redondezas de
Passos), Amancio da Silva Rodarte (tabelião em Formiga), Maria Lina da Silva
Rodarte (faleceu solteira, sem filhos), Francisco da Silva Rodarte (meu trisavô,
negociante que viria a se tornar tabelião em Campo Belo, onde foi viver até se
aposentar, ocasião em que voltou a Formiga), Joaquim Maximo da Silva Rodarte (dono
de uma escola particular, foi vereador por diversos mandatos em Formiga, município
que chegou a presidir em diversas ocasiões, por ausência do titular), e
Rachel Guilhermina da Silva Rodarte (a caçulinha e a mais longeva da família,
casou-se na maturidade e deixou uma filha, que morreu solteira e sem descendência).
Parece que João da Matta morava
na mesma casa em que morava seu irmão vigário, o padre Joaquim Maximo da Silva
Rodarte. Eram compadres, comensais e correligionários políticos, sendo ambos
bastante engajados e ativos.
Sobre o Carlos Jozé da Silva Rodarte, filho caçula
de Luis Antonio da Silva Rodarte, existem algumas dificuldades adicionais para
traçar sua trajetória e relacionar sua descendência. No caso dele, o
levantamento precisou ser feito a partir do zero quanto à descendência e seu
nome não aparece muito nos documentos da época, em razão do que parece ter sido
seu afastamento das disputas políticas que movimentaram a vida daquele período.
Não sei se Carlos Jozé viveu em
Campo Belo no começo da década de 1830. Seu nome aparece em alguns registros
paroquiais, mas ele não consta como qualificado para a Guarda Nacional em 1837
(talvez porque morasse fora do arraial). Ele é qualificado como “negociante e
instruído” e proposto pela Câmara Municipal de Tamanduá para exercer a função
de promotor em 1838. Talvez morasse na sede do município, e não no arraial de
Campo Belo. De fato, Carlos figura, em 1838, em registros paroquiais da Capela de
Santo Antônio, no arraial de Ponte Nova (atual Itutinga), então pertencente à
freguesia de Lavras. Dessa igreja, na década anterior, havia sido capelão seu
irmão Joaquim Maximo. Talvez Carlos tenha se casado em Ponte Nova e de lá se
mudado para Campo Belo entre 1838 e 1840, quando seu nome começa a aparecer na
documentação referente a Campo Belo. Sua esposa, Roza Lina de Jezus, nasceu
por volta de 1819, mas ignoro o local de seu nascimento e a procedência ou
ocupação de seus pais.
O que se depreende dos documentos
é que Carlos Jozé parece ter tido um filho, ainda solteiro, com uma mulher
chamada Prudenciana. A esse menino, nascido por volta de 1825, deu o nome de
Joaquim Carlos da Silva Rodarte. Esse Joaquim Carlos parece ter vivido junto do
pai, ao lado de quem figura em alistamentos eleitorais de 1844 e 1847. Parece
que Joaquim Carlos deixa a casa paterna para se casar, indo morar em Arcos,
onde viveu por décadas (e onde parece ter falecido), ali deixando descendência.
Com Roza Lina, Carlos teve onze
filhos de que encontrei registro (três falecidos na infância). Roza Lina
faleceria em 1859, após o que Carlos casou-se com Maria Bernardina d’Assumpção,
com quem teve nove filhos de que encontrei registro (duas falecidas na infância).
Carlos, o mais longevo dos filhos de Luis Antonio da Silva Rodarte, viria a falecer
em 1884, antes de completar 86 anos. Dos filhos que chegaram à idade adulta, além
do referido Joaquim Carlos, Carlos Jozé teve, com Roza Lina, três filhos varões
(Luiz Carlos, José Carlos e João Carlos) e cinco filhas (Emilia Umbelina,
Perciliana Candida, Barbara, Rita Marcolina e Roza Lina). Com Maria Bernardina,
Carlos teve um único filho varão (Francisco) e seis filhas (Roza Amelia,
Guilhermina Amelia, Candida Amelia, Ricardina, Policena e Marianna Amelia).
Gostaria de saber minha história e a desendencdes de meu avô querido avo José de Oliveira Rodarte
ResponderExcluirgabrielrodart@hotmail.com
ResponderExcluirQue maravilha saber sobre minha familia.
ResponderExcluirMeu nome : QUERUBINA EMERENCIANA RODARTE (HOJE CASADA ) FRANÇA.
PAIS : JOAO DE OLIVEIRA RODARTE
EPONINA EMERENCIANA RODARTE
AVÓS PATERNOS : JOAO CARLOS RODARTE
QUERUBINA SOARES RODARTE
MEU AVO JOAO CARLOS RODARTE VEM DA REGIÃO DE CAPITOLIO, FORMIGA .....
Gostaria de saber mais sobre o José Carlos Rodarte, qual o restante da genealogia ate os dias de hj.
ResponderExcluirMeu email: rodarte.atr@gmail.com